Capa: Mágico de OZ

Contos Clássicos

Mágico de OZ

5+7 min de leitura

Quando um redemoinho leva uma menina e seu cachorro para um país de cores e caminhos inesperados, eles precisam seguir uma estrada estranha, enfrentar encontros curiosos e achar um jeito de voltar para casa enquanto aprendem a lidar com medo e saudade. Esta leitura convida famílias a ouvir uma aventura cheia de pequenos gestos de coragem, risos e afeto, prometendo cenas sonoras e seguras que ajudam crianças a sentir força nas mãos que ajudam e no abraço do lar no fim..

Guia para pais e responsaveis

Historinha curta - 3 min

Um resumo com os pontos essenciais da historia. Perfeito para uma leitura rapida antes de dormir ou para apresentar o enredo de forma leve.

Historinha longa - 7 min

A versao completa, com mais detalhes e ritmo de leitura para quando houver tempo de curtir a historia inteira com calma.

Historinha curta3 min
O vento empurrava a fazenda como se alguém girasse uma panela grande. Dorothy abraçou Toto no colo, o pelo quente e o cheiro de palha molhada na roupa. Quando o ar ficou rodopia, a casa levantou-se e voou. Quando parou, o cheiro era de flores e tinta. Dorothy abriu a porta: um caminho de tijolos amarelos brilhava ao sol. Pequenas pessoas coloridas correram cantando. Debaixo do pé da casa havia algo achatado e quieto. — Você salvou a gente! — disse uma voz fina. Veio uma senhora com vestido esvoaçante: a Bruxa Boa do Norte. — Você pisou na Bruxa Má do Leste. Tome estes sapatinhos prateados. Vá até o Mágico de Oz. Dorothy calçou os sapatos frios. A estrada parecia longa, mas ela apertou Toto e começou a andar. No caminho, encontrou um boneco de palha empoleirado num poste. — Me ajude! — pediu ele. Dorothy puxou a corda; o boneco caiu, sacudiu a palha e sorriu. — Vou com você. Preciso de um cérebro. Mais adiante havia um homem de lata, parado entre árvores. — Enferrujei — disse ele. Dorothy tentou pôr água, errou e deixou tudo preso. Corada, achou um balde de óleo e, com ajuda do Espantalho, lubrificou as juntas. O Homem de Lata sorriu e disse: — Vou com você. Preciso de um coração. No bosque encontraram um leão tremendo. — Sou o Leão Covarde — murmurou. Dorothy beijou sua cabeça. — Se você confia em mim, eu vou confiar em mim, disse ele, e veio também. Na Cidade Esmeralda, o Mágico falou alto, fumaça e trombetas. Pediu-lhes a vassoura da Bruxa Má do Oeste. Na casa da bruxa, Dorothy foi presa; quando um balde de água caiu por acaso, tocou a bruxa — ela escorregou e sumiu como cera ao sol. Dorothy ficou assustada, mas calma. O Mágico era um homem comum por trás de cortinas; deu à turma pequenos presentes: um diploma, um relógio e um medalhão. Glinda, a Bruxa Boa do Sul, tocou os sapatinhos. — Bata três vezes e diga: "Não há lugar como o nosso lar." Dorothy bateu — um, dois, três — e sussurrou. O vento trouxe de volta a sala da fazenda. Toto lambeu seu rosto. Lá fora, o telhado de zinco batia, e a paz entrou como chuva fina.
Historinha longa7 min
Mágico de OZ O vento da planície parecia uma panela grande que alguém mexia sem pressa. No telhado de zinco da fazenda, cada rajada fazia um som de moeda. Dorothy apertou o pequeno Toto contra o peito, sentindo o pelo quente do cachorro e o cheiro de palha molhada que vinha do celeiro. Ela não gostava de tempestade; quando o céu ficava bravo, a barriga dela tremia como folha. — Fica bem aqui comigo — sussurrou, encostando a testa no cão. A voz dela era baixa, como se estivesse conversando com um segredo. Então a casa voou. Foi um assobio, um rodopio e uma sensação de estar dentro de um copo girando. Quando parou, o ar cheirava a flores e tinta fresca. A terra debaixo da porta era macia e brilhante. Ao abrir a porta, Dorothy viu um chão de tijolos amarelos que reluziam ao sol. Homens pequenos, com roupas coloridas, correram até a casa cantando. Ao longe, sob o pé da casa, havia algo achatado — uma sombra preta que não mexia. — Você salvou a gente! — disse uma voz fina. Uma senhora com vestido esvoaçante e um sorriso grande veio até ela. — Sou a Bruxa Boa do Norte — apresentou-se a mulher. — Você pisou na Bruxa Má do Leste. Leve estes sapatinhos prateados. E vá até o Mágico de Oz, na Cidade Esmeralda. Ele pode ajudar a voltar para sua casa. Os sapatinhos eram frios e suaves, com pequenas estrelas gravadas. Dorothy encostou o polegar, sentiu o metal frio e, por um segundo, a coragem entrou como uma luz pequena. Ainda assim, quando olhou para a estrada amarela que se estendia como uma fita, o medo reapareceu — e era o mesmo que sentira com a tempestade: medo de perder o chão. Ela começou a andar. Passos curtos, depois decididos. No caminho, avistaram um boneco de palha apoiado em um poste. Um corvo pousou em sua cabeça e fez “croc”. O boneco olhava para o nada. — Ai! — disse Dorothy, parando. Toto latiu. — Me ajude! — pediu o boneco, quando ela se aproximou com cuidado. — Estou oco. Preciso de um cérebro. Ela mordeu o lábio. Não sabia consertar nada, mas puxou a corda que prendia o boneco. Com esforço e um puxão certo, o boneco caiu e balançou até ficar em pé. Ele sacudiu a palha e abriu um sorriso feito de palitos. — Obrigado! — falou. — Vou contigo. Posso pensar — e apontou a cabeça. — Gosto de lugares novos. A menina sorriu sem falar. A coragem para estender a mão parecia menor que o medo, mas era suficiente. Mais à frente, viram uma figura de metal parada entre árvores. Parecia tão quieto quanto uma estátua. — O que houve? — perguntou Dorothy. O homem de lata começou a explicar, com voz de engrenagem. — Fiquei parado tanto tempo que enferrujei. Perdi o coração. Dorothy procurou, achou um balde de óleo ao lado de uma árvore e tentou regar as juntas. Errou no começo: usou água primeiro e o metal fez um som de reclamação. O Homem de Lata ficou ainda mais preso, com um estalo desconfortável. Ela corou, as mãos tremendo. — Calma — disse o Espantalho, e trouxe o óleo certo. Aos poucos, a peça voltou a se mover, o braço girou, o pé tocou o chão. O Homem de Lata colocou a mão no peito como se sentisse algo novo. — Vou com você — falou. — Vou sentir de novo. Dorothy sentiu que seu próprio coração batia forte. Apertou as mãos no bolso, como se buscasse algo invisível. No bosque seguinte, ouviam-se passos cuidadosos. Um rugido saiu de entre as árvores e a grama se curvou. — Sou o Leão Covarde — anunciou, mas mal levantou a cabeça. Tremia só de olhar para a estrada. Ela beijou a cabeça do Leão. Não falou da tempestade. Em vez disso, contou como havia limpado um balde de óleo errado e como quase deixou o Homem de Lata preso para sempre. O Leão escutou com os olhos grandes; cada palavra parecia colocar uma coragem minúscula sobre o peito dele. — Se você confia em mim — disse o Leão, baixinho — eu vou confiar em mim também. Juntos chegaram à Cidade Esmeralda, um estalo de verde que fazia os olhos formigarem. O Mágico, por trás de um pano que se mexia como uma cortina, falava com trompetes e luzes. Ele era mais barulho do que pessoa: fumaça, vozes, uma sombra grande. — Eu sou o Mágico! — rugiu. — O que desejam? O Espantalho pediu sabedoria, o Homem de Lata um coração, o Leão coragem. Dorothy pediu que a ajudassem a voltar para casa. O Mágico fez promessas brilhantes e, à noite, mandou a tarefa impossível: trazer a vassoura da Bruxa Má do Oeste. A floresta antes da casa da Bruxa tinha cheiros de fumaça e terra queimada. A Bruxa Má do Oeste apareceu com botas que rangiam e um olhar que fazia frio na barriga. Ela prendeu Dorothy e riu fino. Dorothy tremia. Lembrou-se do som do telhado de zinco, da respiração de Toto, do aperto das mãos quando havia errado com o óleo. Respirou fundo. Quando a Bruxa voltou-se para pegar algo, a menina derrubou, sem querer, um balde de água que estava perto. A água escorreu e tocou a veste da Bruxa. Ela escorregou, murmurou, e derreteu como cera sob o sol. O cheiro que ficou era de chuva fresca e ferro quente. — Você... fez — disse o Leão, surpreso. — Eu não queria machucar — murmurou Dorothy. As mãos ainda tremiam, mas havia calma diferente no olhar. Proteger amigos não a fazia grande de repente; fazia seu peito forte de um jeito novo. De volta ao Mágico, as cortinas se abriram e mostraram um homem comum, por trás de um aparelho e fumaça. Ele não tinha magia secreta para dar o que desejavam, mas deu pequenas coisas: um diploma de papel com palavras sábias para o Espantalho, um relógio dourado ao Homem de Lata para lembrar de sentir e um medalhão para o Leão, que brilhava só quando ele gerava um ato de coragem. Para Dorothy, o Mágico ofereceu conselhos e um bilhete: procure Glinda, a Bruxa Boa do Sul. Glinda veio em um vestido que lembrava luar. Ela sorriu e tocou os sapatinhos prateados. — Eles têm um poder, minha querida. Para voltar, bata três vezes e diga: "Não há lugar como o nosso lar." Dorothy apertou os sapatinhos, sentiu o metal que agora brilhava com memórias: o telhado, o cheiro da palha, o som do coração do Leão batendo. Fechou os olhos, bateu os calcanhares — um, dois, três — e sussurrou: — Não há lugar como o nosso lar. O vento a levou de novo, mas diferente: suave, como um abraço que traz de volta. Abriu os olhos e estava na sala da fazenda. O sol entrava por uma fresta, o ar cheirava a terra e a comida da cozinha. Toto lambeu seu rosto. Ao olhar para os sapatinhos prateados, ela sorriu. Não havia troféu, nem aplauso. Havia mãos pequenas segurando um cachorro molhado e o telhado batendo, e a tranquilidade que vem quando a tempestade acaba. Sua coragem não tinha explodido em grandeza; aparecera em gestos suaves — um puxão de corda, a escolha de ajudar, um beijo na cabeça de um amigo com medo. Isso foi o que trouxe Dorothy de volta para casa.

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